8 de abril de 2011

Será possível ? Com Esta Espécie de Gente.

Será possível que esta espécie de gente que se tem governado nestes últimos trinta anos, desapareça e que os Partidos ditos Socialista e Social Democrata, sofram uma implosão acabando o seu reinado de promiscuidade e usurpação? Será possível que os Portugueses votem em Calimero, em Satã ou no Barbeiro de Sevilha, em um qualquer, menos naqueles que fizeram deste país um dos mais miseráveis do mundo? Já não chega? E tudo seria tão simples, ora leiam:
 
-Os países mais fracos da zona euro estão estrangulados pelos mercados financeiros. Com a cumplicidade activa dos governos desses mesmos países, da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI, as instituições financeiras, que estão na origem da crise, enriquecem e especulam à custa das dívidas públicas dos estados. O patronato aproveita-se da situação para lançar uma ofensiva brutal contra uma série de direitos económicos e sociais das populações.

A redução do défice público deve ser feito, não à custa das despesas públicas sociais, mas pelo aumento das receitas fiscais, lutando contra a fraude fiscal e aumentando as taxas do capital, nomeadamente as transacções financeiras, o património e os rendimentos dos mais ricos. Em contrapartida, devem ser aumentadas as despesas sociais para minimizar os efeitos da depressão económica.

Nesta perspectiva, o Centro para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM), elaborou uma lista de oito propostas que permitiriam resolver uma grande parte da crise que atravessa a Europa. O objectivo é a anulação da parte ilegítima da dívida pública e a redução da parte que sobrar. Aqui ficam oito grandes medidas:


Realização de uma auditoria à dívida pública com vista a anular a parte ilegítima.
Uma grande parte da dívida pública dos países da União Europeia é ilegítima porque resulta de uma política deliberada dos governos que decidiram sistematicamente privilegiar uma classe social, a classe capitalista, em detrimento do resto da sociedade. O exemplo mais flagrante foi as ajudas ao sistema bancário que no entanto foi um dos responsáveis da explosão da dívida pública.

Outra quota-parte dessa responsabilidade cabe à chantagem dos mercados financeiros. O reembolso desta parte ilegítima da dívida é moralmente inaceitável.

Uma auditoria permitiria aos governos e à opinião pública ter as provas e os argumentos necessários para a anulação de parte da dívida identificada como ilegítima. O direito internacional, assim como o direito interno desses países, oferecem uma base legal para essa anulação.

A participação da sociedade civil é uma condição fundamental para garantir a objectividade e a transparência dessa auditoria. Essa comissão deve ser composta por membros do estado, mas também por especialista em finanças públicas, juristas, economistas, representantes dos movimentos sociais,... Esta auditoria permitirá determinar os diferentes graus de responsabilidade para que estes sejam julgados pela justiça.

Nos casos em que os governos sejam hostis a esta auditoria, essa comissão poderá ser constituída apenas por um grupo oriundo da sociedade civil. No caso de se verificar a culpa de pessoas ou grupos financeiros, esse deverão suportar parte dessa dívida ilegítima.



 
Suprimir os planos de austeridade, porque são injustos e agravam a crise.
As exigências do FMI impõem cortes salariais, despedimentos, aumentos dos impostos, que mais não fazem que agravar a crise, diminuir o consumo e limitar a recuperação económica. Em  contrapartida, os grandes grupos financeiros enriquecem à custa de subsídios e na compra de empresas públicas fundamentais que são privatizadas e vendidas ao desbarate. Estas medidas do FMI visam sobretudo a proteger os detentores do capital.
 
Instaurar uma verdadeira justiça fiscal europeia.
É necessário criar um mecanismo que permita uma redistribuição justa da riqueza. Para isso, deve-se acabar com os paraísos fiscais e impor uma taxa justa nas transacções bolsistas. Outro ponto importante é o da luta contra a fraude fiscal praticada sobretudo pelas grandes empresas. Nos últimos anos, os impostos sobre as grandes empresas não tem parado de descer na União Europeia. Estas medidas permitiriam aumentar os salários e garantir um acesso mais barato à saúde, educação e justiça.



Garantir o controle efectivo dos mercados financeiros e criar uma agência pública europeia de rating.
À escala mundial, a especulação representa várias vezes a riqueza produzida mundialmente. Os mecanismos sofisticados dos mercados financeiros permitem que estes fujam a qualquer controle, desestruturando assim a economia real. Devem ser criados mecanismo que permitam acabar com a ditadura dos mercados financeiros e proibir a especulação sobre as dívidas públicas, as moedas e os alimentos.
As agências de rating têm de ser reformuladas. Estas agências submetidas aos interesses dos Estados Unidos e da mundialização neoliberal são muitas vezes as principais responsáveis pelo desencadeamento e a evolução das crises financeiras. Estas agências não estão sujeitas a qualquer controle. Para solucionar este problema, deveria ser criada uma agência de rating pública europeia .
 
 
Transferir o controle dos bancos, com a supervisão da sociedade civil,  para o sector público.

Após décadas de privatizações, o sector do crédito deve passar para o domínio público e permitir assim que os Estados voltem a ter a capacidade de controlar e orientar as actividades económicas e financeiras.

 
 
Nacionalização das empresas fundamentais ao funcionamento do estado social
 
Recuperar as empresas de serviços públicos privatizadas e evitar a todo o custo a privatização dos correios, telecomunicações, energia e transportes. A perda desses sectores impede aos estados qualquer regulação da economia e planeamento das reais necessidades da população.


Redução do tempo de trabalho.


Esta redução do tempo de trabalho, sem diminuir os salários, permite a criação de emprego e relançar a economia. Esta redução é benéfica para o bem-estar das populações e o tempo livre factor de maior empenhamento da sociedade civil na vida política, cultural e social.




Reforçar a democratização da União Europeia.
Aumentar os poderes do Parlamento Europeu, a única instituição democráticamente eleita, que actualmente tem um papel meramente consultivo e reduzir os poderes da Comissão Europeia que é um órgão não eleito.A política monetária europeia tem de ser revista e acabar com alguns poderes do Banco Central Europeu (BCE), que por ser a única entidade a poder criar dinheiro, empresta aos bancos privados com um juro de 1% para depois estes bancos emprestarem aos estados a taxas de 5% (acabar portanto com o artigo 123 do Tratado de Lisboa). O BCE deverá poder financiar directamente os estados membros sem passar pela banca.

Por: Octopus

31 de março de 2011

EXÉRCITO SECRETO EUROPEU





Existe um EXÉRCITO SECRETO EUROPEU, que também pode ser chamado de FORÇA SECRETA POLICIAL DE INTERVENÇÃO PARA O ESMAGAMENTO DE REVOLTAS NA EUROPA.
Já se encontra dentro da União Europeia, porém apenas muito poucos sabem disso.
A força possui os mais amplos direitos, tem de momento 3.000 homens e responde pelo nome de “EURO GENDFOR (EUROPEAN GENDARMERIE FORCE)”, ou seja, TROPA DE POLÍCIA EUROPEIA. O seu comando encontra-se em Vicenza, na Itália, longe do Centro da UE.
Quem deu vida a este projecto foi a Ministra da Defesa Francesa, Alliot-Marie, com o objectivo de mais facilmente esmagar levantamentos populares, como os que têm surgido frequentemente em cidades francesas.
Esta força, já existente, pode agora ser empregue por toda a União Europeia, anulando os direitos nacionais e as soberanias dos Estados Membros!
O Tratado de Velsen (Holanda), decidiu de forma inequívoca, que vai ser um CONSELHO DE GUERRA, que vai decidir sobre a sua actuação. Este conselho compõe-se dos Ministérios de Defesa e de Segurança dos países membros da UE, inclusivamente do país onde vai ser aplicado.
Aos olhos dos observadores trata-se de uma clara manifestação de um DIREITO DE OCUPAÇÃO DA EUROPA. Porque, desde que tenha sido decidido por unidades da EURO GENDFOR a ocupação de edifícios e regiões, ficam estas debaixo da sua alçada, já não podendo sequer ser visitadas pelos organismos oficiais do país a que territorialmente pertencem. De facto, existe assim um DIREITO DE OCUPAÇÃO EUROPEU. Porém, a situação pode vir a piorar ainda mais.
A EURO GENDFOR não possui apenas os direitos policiais, mas também a competência sobre os serviços secretos, e, pode, em estreita colaboração com forças militares, restabelecer a lei e a ordem nas zonas consideradas convenientes. Em caso de necessidade, deve esta tropa possuir todos os direitos e acessos a todos os meios considerados necessários, para executar o respectivo mandato.
Graças à EURO GENDFOR encontram-se os governos europeus à vontade. Desta forma podem ordenar o abrir fogo contra as próprias populações em caso de demonstrações de massas, colocar regiões inteiras sobre quarentena militar e prender os principais cabecilhas, sem ter de chamar militares, ou polícias, da sua própria nação, visto existir o perigo destes se solidarizarem com os revoltosos.
A EURO GENDFOR, por sua vez, graças às suas excepcionais atribuições de direitos civis e militares, não pode ser responsabilizada por ninguém.
Este cenário, que parece incrível, tornou-se agora possível através da entrada em vigor do TRATADO DE LISBOA, que não é mais do que a Constituição da UE sob novo título.
A European Gendarmerie Force (EGF) é uma iniciativa de 5 Estados Membros - França, Italia, Holanda, Portugal e Espanha
 
Iniciativa de Portugal? Porque nunca ouvimos falar disto antes?

As suas funções são:

- Responder á  necessidade imediata de conduzir todo o espectro da acções de segurançaa civil.

Como?

- Sozinhos ou em cooperação com as forças militares intervenientes.

Reparem que são uma força multinacional.

O quartel general (HQ) está em Vicenza, Italia e reforçam a prontidão das forças.

Olhem só o objectivo:

O objectivo da EGF  é providenciar a Comunidade Internacional com um instrumento válido e operacional para gestão de crises, prioritariamente à disposição da EU, mas também de outras Organizações
Internacionais, como NATO, UN e OSCE, e suas coligações.

Mas ainda há mais!

Vejam quem é o Comandante da Força!


                                  Português: Coronel Jorge Esteves da GNR 

 É português?! E nunca passou nas noticias nacionais uma coisa destas?

Segundo o site ele comanda desde 26/6/2009, cargo que deixará em 2011.

É da GNR! Agora se percebe porque é que escolhem a GNR para ir para manutenção de paz (como Bósnia, Timor, Afeganistão, Iraque, etc.) em vez das tropas mais especializadas…. Estão a treina-los em situações reais.

O homem é de Abrantes, tem 52 anos e veio do Regimento de Cavalaria..

Ora bem vamos lá analisar o que podem fazer!

A ní­vel estratégico:

- Fazer policiamento em operações de gestão de crise, com base nas conclusões dos Conselhos de Santa Maria da Feira e de Nice:

http://www.ena.lu/conclusions_santa_maria_da_feira_european_council_1920_june_2000-02-27325%20target= http://www.ena.lu/conclusions_nice_european_council_7_9_december_2000-02-17960

- Quem pode usar esta Força?

UE, ONU, OSCE, NATO, outras e coligações.

- Quem ordena?

A Estrutura de Comando é a CIMIN (Comité InterMinistiriel de haut Niveau) composta pelos representantes dos responsáveis pelos Ministérios de cada Pais, que assegura coordenação poli­tico-militar, nomeia o Comandante da Força e provisiona-lhe directivas e orientações para o emprego.

Qual a estrutura da Força?




E a nível táctico?
- A Força pode ser posta sob o comando quer tanto de autoridades militares como de civis, por forma, a assegurar a segurança publica, ordem publica e o funcionamento pleno das tarefas judiciais.

(Entrega de alimentos, cuidados médicos não interessa!)

- Não é uma força permanente (é só para repor a ordem… a ordem deles, é uma Força de Intervenção).

- A força é formada num máximo de 800 oficiais de poli­cia, em menos de 30 dias. Para quem ainda não perceba como é que funciona, explicamos: existe um HQ permanente em Itália e, quando necessitam, formam uma força e essa é enviada para a crise, depois de fazer o que tem a fazer esta força é desmantelada.

Mas afinal o que é que eles tem a fazer?

– Missões gerais de segurança pública;

- Missões de manutenção da ordem publica, combate ao crime;

- Investigação criminal (detecção, recolha, analise de informação);

- Processamento, protecção e assistência de indivíduos;

- Controlo de tráfego;

- Desactivação de explosivos;

- Combate ao terrorismo, crimes maiores e outros especializados;

- Armazenamento, gestão, recuperação e evacuação de equipamentos, transportes, ajuda médica (não se deixem enganar por este último ponto, pois reparem que não existe distribuição nem de propriamente a ajuda, apenas a organizam);

- Monitorizar e aconselhar a policia local no seu trabalho do dia-a-dia;

- Vigilância do público;

- Policiamento das fronteiras;

- Serviços secretos;

- Protecção de pessoas e propriedades (esta até é cómica! Vamos ver quem são essas pessoas e propriedades…);

- Treino de oficiais de poli­cia e de instrutores.
 
Por fim vamos aos símbolos, este é o logótipo da força em questão.

- O mote “Lex Paciferat” (A Lei trará a Paz);

- A espada como cruz invertida;

- O louro maçónico;

- A granada a rebentar (parece uma planta, mas é uma granada e as chamas a sair dela)


Pacifistas …  !!!???? 

Sendo tudo isto tão interessante porque não passou nos média nacionais e europeus?»

 
Fonte: PHI (Politische Hintergrundinformationen) 

                                  "A imaginação é mais importante que o conhecimento.
                                      O conhecimento é limitado. A imaginação envolve o mundo."

 

30 de março de 2011

APÓS AS INTERVENÇÕES DA NATO, ESSAS POPULAÇÕES ÁRABES VIVEM PIOR.

Com esta nova guerra da NATO na Líbia, voltamos a ouvir os mesmos eufemismos: "guerra cirúrgica", "efeitos colaterais", "coligação internacional" ou "intervenção humanitária". Na realidade não vão existir alvos cirúrgicos, uma guerra nunca é asséptica, o que vai existir é a mesma carnificina de sempre e esta coligação não é internacional, os intervenientes são os belicistas do costume.
  
Eufemismo e propaganda
A linguagem e a propaganda são as primeiras armas dos agressores, depois vêm as bombas e os mísseis. Por muito "humanitária" que seja uma guerra, ela vai trazer sofrimento, fome ou deslocação de populações. O que espera a Líbia é o que aconteceu com outras intervenções "humanitárias", como no Afeganistão ou no Iraque, as condições de vida das suas populações pioraram.
A desculpa é sempre a mesma: libertar as populações de um "simpático" tirano amigo do ocidente que se tornou subitamente num monstro, proteger as crianças, libertar as mulheres, ou acabar com integristas que de aliados do ocidente se tornaram indesejáveis.
Já passaram 10 anos sobre a intervenção da NATO no Afeganistão e 8 anos sobre a intervenção no Iraque, e como é que estão as suas populações? Será que os direitos das mulheres melhoraram? Será que as condições de vida das suas populações melhoraram?


Populações pior do que antes.

Joe Stork, director adjunto da divisão do Médio-Oriente e de África da Human Rights Watch (HRW) constata: "Oito anos após a invasão americana, as condições de vida no Iraque pioraram para as mulheres e para as minorias,  os jornalistas e os presos continuam a sofrer graves violações dos seus direitos".

"A deterioração das condições de segurança encorajou o regresso a certas práticas de justiça tradicional e ao extremismo religioso que atingiu principalmente as mulheres".

 "As mulheres no Iraque beneficiavam antes de 1991 de um dos mais elevados graus, da região, na protecção dos seus direitos e na sua participação social, o que não acontece agora".

O URW refere ainda que "Milhares de pessoas foram deslocadas internamente e vivem actualmente em bairros da lata sem acesso a bens essenciais como água potável, electricidade ou instalações sanitárias".

Nas prisões, os presos estão sujeitos a todo o tipo de torturas que não são muito diferentes das praticadas durante o regime de Saddam Hussein.

"Os bombardeamentos 'cirúrgicos' foram um falhanço total. A maior parte das vezes, as bombas eram e são largadas às cegas baseadas em provas da sugestão de um possível alvo a abater em determinada casa. Não admira que este comportamento tenha causado inúmeras baixas civis".

Para um ocidental sentado no quentinho do seu sofá a ver o espectáculo do fogo de artifício "cirúrgico", pode parecer não poder ser muito pior do que viver debaixo da tirania de Saddam Hussein, mas a realidade é bem diferente. Durante uma entrevista em 2010, Sabah Al Mukhtar dizia: "Aparentemente está tudo bem: temos 350 partidos políticos, 26 canais de televisão por satélite, 60 jornais. Mas na realidade, o país está de rasto, não temos qualquer  infraestrutura, nem educação, nem saúde, nem segurança. Temos sim, 4 milhões de refugiados, 2 milhões de mortos, milhares de violações..."

"Na capital, só temos uma hora de electricidade por dia, antes da invasão tínhamos 16 a 24 horas de electricidade, isto apesar do embargo, e sem electricidade não conseguimos bombear a água para as habitações". "A má nutrição infantil passou de 19% antes de 2003 para 28%".
O balanço no Afeganistão não é muito melhor. O Alto-Comissário das Nações Unidas para os direitos do Homem, Navi Pillay, constata: "Os talibãs já não estão no poder, mas a situação dos direitos do Homem pioraram, em particular o das mulheres. Estas estão sujeitas a uma lei que as proíbe de trabalhar ou estudar. Os chefes de guerra substituíram os talibãs, mas adoptaram as mesmas políticas em relação às mulheres".

 Iraque: um país desenvolvido.
Sem desculpar a ditadura de Saddam Hussein, convém não esquecer que antes da invasão americana, sobretudo nos anos 70, o Iraque era um país desenvolvido, sem equivalência no mundo árabe. Tinha uma indústria desenvolvida, boas infraestruturas e uma classe média com um nível de vida elevado. A educação era gratuita e o analfabetismo tinha sido praticamente erradicado.
O estatuto da mulher era próximo da dos homens e 95% das raparigas estavam escolarizadas. 70% dos farmacêuticos e 46% dos dentistas eram do sexo feminino. Os transportes escolares eram gratuitos. O sistema de saúde era dos mais desenvolvidos a nível mundial e existia um sistema de segurança social muito semelhante ao nosso. O recrutamento na função pública era feito por mérito. A electrificação dos lares estendia-se a praticamente todo o país e até chegaram a ser distribuídos gratuitamente televisores e frigoríficos.

Em 1980 o Iraque era o único país árabe auto-suficiente do ponto de vista alimentar. Nessa altura chegou mesmo a ser criado um fundo nacional para o desenvolvimento exterior, através de um aumento do preço do petróleo para ajudar ao desenvolvimento dos países árabes mais pobres. Essa iniciativa foi rejeitada pelos Emires dos países do Golfo.
Entre 1991 e 2003 um embargo internacional é imposto por decisão da ONU. Resultado: em 12 anos, 500 000 a 1 milhão de crianças mortas, números referidos pela própria ONU. A Unicef anunciava 200 000 mortos por ano.

Fontes: Octopus e Google

29 de março de 2011

À RASCA ANDAMOS TODOS! (Ou, Não Se Aponta Que É Feio)

O texto que publico a seguir foi retirado da Net e não sei quem é o seu verdadeiro autor.
Muitos 'blogues' publicaram-no como sendo deles, outros atribuíram-lhe vários autores, como um escritor conhecido (que entretanto desmentiu), certo é que não é meu, mas com todo o respeito publico-o porque concordo com ele. Ao seu verdadeiro Autor muito obrigado. 
Como vamos perdendo o hábito de pensar, aqui fica para aqueles que, de vez em quando ainda pensam.


Existe uma geração à rasca?                               
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da Internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
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