15 de maio de 2020

Vírus: Gain of Function, o pesadelo

Prontos para uma viagem no terror? Não o terror cinematográfico mas aquele real, que nos rodeia.


O Instituto Pasteur é uma fundação francesa privada, sem fins lucrativos, dedicada ao estudo da biologia dos microorganismos, das doenças e vacinas. Fundado em 1887, tornou-se uma organização internacional, mantendo uma posição de vanguarda na pesquisa científica de doenças infecciosas. Esteve na origem de descobertas revolucionárias que permitiram à medicina controlar doenças tais como difteria, tétano, tuberculose, poliomielite, gripe, febre amarela e a peste epidérmica. Oito cientistas do Instituto já foram agraciados com o Prémio Nobel. Actualmente, o Instituto Pasteur é constituído por 100 unidades de pesquisa, emprega cerca de 2.700 pessoas, sendo 500 cientistas do quadro permanente. Resumindo: é um dos centros de excelência de nível mundial do sector.
Então, se o Prof. Simon Wain-Hobson for o Chefe da Estrutura de Retrovirologia Molecular do prestigiado Instituto Pasteur de Paris, temos a certeza de ter pela frente um dos máximos especialistas do planeta. Entrevistado pelo jornalista Paolo Barnard, Wain-Hobson fala também de Coronavirus, mas o foco da conversa é outro: Gain of Function, expressão inglesa que podemos traduzir como “Ganho de Funcionalidade” e que esconde uma das mais terríveis ameaças que o género humano alguma vez enfrentou.
Gain of Function é o processo que consiste em pegar num vírus e, com técnicas genéticas moleculares, transforma-lo numa máquina de infecção e morte. Se um destes vírus fugisse do controle ou se fosse voluntariamente espalhado, a Covid-19 pareceria uma brincadeira de criança.
Um verdadeiro pesadelo, de fabricação 100% humana, obviamente.
                                                                                    

Entrevista com o Prof. Simon Wain-Hobson



As fugas de vírus pandémicos estão na ordem do dia e muitas vezes é apenas a sorte que impede uma tragédia.
Em 1977, o mundo estava convencido de que a mortífera varíola tivesse sido derrotada para sempre. Mas, no ano seguinte, um laboratório britânico infectou um jovem com varíola que morreu. Só uma rápida reacção impediu a pandemia.
O vírus Sars, altamente mortal, escapou do laboratório seis vezes num ano após a pandemia de 2003, e quatro dessas fugas aconteceram do mesmo laboratório em Pequim.
De 2005 a 2012, a Agência dos Estados Unidos para os Agentes Tóxicos recebeu 1.509 relatórios de fugas dos laboratórios. Só em 2010 houve fuga de 244 componentes de armas biológicas.
Em 2014, a FDA (Food and Drug Administration) dos EUA descobriu centenas de frascos de vírus abandonados numa sala durante anos, numa caixa com seis frascos da mortal varíola.
Pelo menos 42 laboratórios em todo o mundo trabalham com vírus pandémicos e estima-se que dentro de 12 anos haja uma probabilidade de 80% de fugas.
                                                                                                              http://informacaoincorrecta.com/                                                     

21 de março de 2019

Como Rockefeller fundou a Big Pharma e travou guerra contra tudo o que fosse Curas Naturais

A medicina ocidental tem alguns pontos positivos e é óptima numa emergência, mas já é hora de as pessoas perceberem que a medicina tradicional de hoje (medicina ocidental ou alopatia), com base em drogas, mais drogas, radiação, mais drogas, cirurgia, drogas e mais drogas, é desde a sua fundação dinheiro circulando numa criação do Rockefeller.


As pessoas hoje em dia olham para você como um gajo esquisito, se você falar sobre as propriedades curativas das plantas ou quaisquer outras práticas holísticas. Muito parecido com qualquer outra coisa, política e dinheiro foram usados ​​para distorcer a mente das pessoas e encorajá-las a abraçar o que é ruim para elas.

Tudo começou com John D. Rockefeller (1839 - 1937), que era um magnata do petróleo, um barão ladrão, o primeiro bilionário dos Estados Unidos e um monopolista natural.


Na viragem do século 20, ele controlava 90% de todas as refinarias de petróleo nos EUA por meio de sua empresa de petróleo, Standard Oil, que mais tarde foi desmembrada para se tornar Chevron, Exxon, Mobil etc.

 Por volta de 1900, os cientistas descobriram “petroquímicos” e a capacidade de criar todos os tipos de produtos químicos a partir do petróleo. Por exemplo, o primeiro plástico - chamado baquelite - foi feito a partir do petróleo em 1907. Os cientistas estavam descobrindo várias vitaminas e imaginaram que muitos remédios farmacêuticos poderiam ser feitos do petróleo.
Esta foi uma oportunidade maravilhosa para Rockefeller, que viu a capacidade de monopolizar as indústrias do petróleo, química e médica ao mesmo tempo!
A melhor coisa sobre petroquímicos era que tudo poderia ser patenteado e vendido por altos lucros.
Mas havia um problema com o plano de Rockefeller para a indústria médica: medicamentos naturais / fitoterápicos eram muito populares na América naquela época. Quase metade dos médicos e faculdades de medicina dos EUA praticavam medicina holística, usando conhecimentos da Europa e dos nativos americanos.
Rockefeller, o monopolista, teve que descobrir uma maneira de se livrar da sua maior competição. Então, ele usou a estratégia clássica de “solução de reacção ao problema”. Isto é, criar um problema e assustar as pessoas, e depois oferecer uma solução (pré-planeada). (Semelhante ao terrorismo, seguido pelo "Patriot Act").
Ele foi ao seu amigo Andrew Carnegie - outro plutocrata que ganhou dinheiro com o monopólio da indústria siderúrgica - que criou um esquema. 
Da prestigiosa Carnegie Foundation, eles enviaram um homem chamado Abraham Flexner para viajar pelo país e informar sobre o status das faculdades de medicina e hospitais em todo o país.
Isso levou ao Relatório Flexner , que deu origem à medicina moderna tal como a conhecemos.
Escusado será dizer que o relatório falava sobre a necessidade de renovar e centralizar as instituições médicas. Com base neste relatório, mais de metade de todas as faculdades de medicina foram fechadas em pouco tempo.
A homeopatia e os remédios naturais foram ridicularizados e demonizados; e os médicos foram presos. Ainda hoje nunca houve tantas 'instituições' para atacar tudo o que tenha o rótulo "Natural".
Para ajudar na transição e mudar as mentes de outros médicos e cientistas, Rockefeller doou mais de US $ 100 milhões para faculdades, hospitais e fundou um grupo de fachada filantrópico chamado “General Education Board” (GEB). Esta é a abordagem clássica de cenoura e palito.
Em muito pouco tempo, as faculdades de medicina foram todas simplificadas e homogeneizadas. Todos os alunos estavam aprendendo a mesma coisa, e a medicina era toda sobre o uso de drogas patenteadas.
Os cientistas receberam enormes doações para estudar como as plantas curavam doenças, mas seu objectivo era primeiro identificarem quais os produtos químicos na planta que eram eficazes e depois recriar um produto químico similar - mas não idêntico - no laboratório que poderia ser patenteado.
Uma pílula / Um comprimido para o doente tornou-se o "mantra" da medicina moderna.
E assim, decorridos 100 anos, estamos produzindo médicos que nada sabem sobre os benefícios da nutrição, ervas ou práticas holísticas. Temos uma sociedade inteira que é escravizada pelas corporações pelo seu 'bem-estar'.
E se aparece alguém (médico) fazendo precisamente o contrário do que estipulou Rockefeller, é de imediato olhado como um vigarista, difamado e ficando sobre 'investigação' da Ordem dos Médicos no caso de se passar em Portugal.
A América gasta 15% do seu PIB em saúde, o que deve ser chamado de “tratamento doentio”. Eles não estão focados na cura, mas apenas nos sintomas, criando assim clientes fiéis. Não há cura para o cancro, diabetes, autismo, asma ou mesmo gripe.
Por que haveriam de haver curas reais? Este é um sistema fundado por oligarcas e plutocratas, não por médicos.
Quanto ao cancro, oh sim, a American Cancer Society foi fundada por ninguém menos que Rockefeller em 1913.
É triste ver pessoas sendo submetidas a lavagens cerebrais com quimioterapias, radiações e cirurgias mas é o que mais lucro deixa. 
John D. Rockefeller resumiu a sua visão a propósito da Nova Ordem Mundial para a América...
:  "Não quero uma nação de pensadores, quero uma nação de trabalhadores."

19 de fevereiro de 2019

Tabacaria


Não sou nada.

Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámos-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida).

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, p'ra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo).

Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.

Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo-a.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos, in Poemas

Heterónimo de Fernando Pessoa

Para Aquela que me mostrou Pessoa, no tempo das águas furtadas.


                                                                                                                                                                   

24 de janeiro de 2019

GADO GOYIM - A História da Sua Escravidão (The Story of Your Enslavement in Portuguese)

Stefan Molyneux, apresentador do programa de rádio Freedomain Radio (Estados Unidos), produziu este fantástico vídeo que revela uma situação digna do filme Matrix: somos todos escravos, mas poucos entre nós despertaram para esta realidade.

Ele defende que para manter a ilusão de que somos livres e sustentar o Modelo de Escravidão Democrático, as classes dominantes utilizam 3 Sistemas de Controle:

1) Educação, para controlar nossos pensamentos e nossas almas e nos ensinar uma doutrina que considera essencial a existência do Estado.

2) Dependência, na qual parte da sociedade se torna financeiramente dependente do Estado e por isso nos controla através da ilusão da ameaça física (é quase impossível controlar uma sociedade inteira fisicamente), fazendo uso da polícia (cão pastor controlando as ovelhas), e através da cultura e de filosofias criadas e defendidas por artistas e intelectuais dependentes da máquina estatal, os quais nos fazem sentir inadequados quando nos posicionamos contra o sistema estabelecido, de forma que passamos a nos controlar uns aos outros (ovelhas controlando ovelhas).

3) Ameaças Externas Inventadas, como o terrorismo, para nos fazer acreditar que a existência do Estado é essencial para nossa segurança.

Este modelo de escravidão é evidente e foi aperfeiçoado ao longo de milhares de anos até atingir a forma actual. A única maneira de vencer este Sistema de Controle e de nos libertarmos é despertando uns aos outros para a verdade.
                                                   
            Fontes:     http://www.libertar.in      
                                                                                                                                                                                    




20 de outubro de 2018

MAIS UM ESQUEMA DO HIPERMERCADO CONTINENTE DA SONAE



Aviso prévio: se o leitor é fanático por promoções radicais de vinho e é dado a depressões, o melhor é não ler este texto. Passe à frente, que nós não o queremos triste.

(Em RiseUP Portugal no Facebook)



1º ACTO
Quando eu era um gajo 'decente' (depois fiquei desempregado e logo fui promovido à categoria dos 'indecentes') o pai de uma 'amiga' festejava o aniversário nesse dia. Convidado para o jantar comemorativo fui comprar um vinho que para mim era do melhor. Só que custava 0,90 cêntimos. Como eu tinha consideração pela pessoa pensei em juntar o útil ao agradável, comprei um bom vinho (era aquele que eu bebia) por uma quantia modesta. Bom para o senhor, pois se tratava de um bom vinho, bom para mim, em tempo de crise há que poupar. Ora a filha do senhor aniversariante não concordou, em levar um vinho de 0,90 cêntimos (#!Q'?!#) para o jantar. Fui então aconselhado a comprar um outro vinho precisamente aquele que o senhor bebia. Assim foi, comprei o outro vinho pela módica quantia de 2 euros e qualquer coisa. Veio o jantar, comeu-se e bebeu-se tudo na mais santa paz.
Passadas umas duas ou três semanas recebo na caixa do correio a revista Proteste da Associação de Defesa dos Consumidores, DECO ( onde era subscritor) e qual não foi o meu espanto nesse número trazia um teste aos vinhos que se vendiam em Portugal. A revista Proteste, salvo erro de memória, trás todos os quinze dias publicado um teste que a DECO faz, sobre vários produtos, nessa semana era sobre vinhos.
Nesse teste, o 1º Lugar foi para o vinho que eu bebia e que queria oferecer ao senhor. Tinha sido considerado o melhor do teste, melhor na qualidade, melhor na apresentação (engarrafado numa garrafa tipo champanhe de cinco estrelas) e o melhor economicamente. Esse vinho era nacional (norte do país) e comercializado em Portugal por um supermercado estrangeiro ou seja não era um supermercado português e nem sequer francês. O vinho que acabei por levar ao senhor nem na lista dos vinte melhores aparecia. Mas custava mais de dois euros e isso é que era importante.

2º ACTO
Os empresários portugueses (salvo raríssimas excepções) estão qualificados como uma coisa entre "sacanas" e "analfabrutos" (opinião muito pessoal). Sucesso para esses gajos é pagarem o pior possível aos seus "colaboradores", até aqui eram trabalhadores e venderem gato por lebre o melhor possível. Tratam os seus clientes como grandes imbecis e estúpidos e estão convencidos de que inteligentes são eles, ora acontece precisamente o contrário, Portugal está entre os países mais atrasados da Europa a começar nos empresários que tem e a acabar nos banqueiros.

3º ACTO
É necessário levarem em conta de que a notícia do Jornal de Negócios só aparece porque as comadres estão 'zangadas'. Trata-se de uma noticia verdadeira (coisa rara na media tuga) e 'ataca' o 'modus operandi' dos senhores da SONAE que é similar ao de outros canalhas da grande distribuição. O Jornal de Negócios pertence ao Grupo Cofina tal como o Correio da Manhã e aquilo está tudo falido. Ora, a SONAE que evita fornecer publicidade que se veja ao Correio da Manhã e ao Jornal de Negócios (tem o seu próprio meio de propaganda, o Jornal Público) teve que levar um apertão (com a Cofina não se brinca) e assim surge esta informação que a maioria dos consumidores já conhecem há muito, embora na prática estejam se cagando, porque o que importa são as aparências.

4º ACTO
A noticia do Jornal de Negócios, aqui:

26 de maio de 2018

- MERITOCRACIA - Mediocracia ou Merdiocracia (de merda)?

Meritocracia, simplesmente mais um neologismo inventado por uma direita apodrecida mas ainda rastejante, perante um capital sanguinário que vai destruindo tudo pela frente, apenas para engordar ainda mais.
Portugal, não sendo a pátria deste fenómeno linguístico, de acordo com quem sabe foi Michael Young, um sociólogo britânico que na década de 50 do século passado o inventou, dizia eu, não sendo a pátria, está o país repleto de indígenas 'méritocráticos' que de medíocres para baixo saltaram as barreiras e são hoje verdadeiros príncipes de uma pseudo democracia à beira mar instalada. 

Seria uma tarefa gigantesca mas não impossível de destacar aqui, a quantidade de indígenas dessa categoria, cito apenas alguns que não sendo os mais importantes foram os grandes "chico-espertos" que se amanharam em terra de cegos. Nunca contribuíram para o engrandecimento de Portugal e quando a história for escrita de novo serão lembrados como canalhas que aproveitando a herança salazarista de um povo atrasado e ignorante subiram através da Meritocracia e são hoje príncipes de um quintal que se tornou pequeno para tantos oportunistas:  

- Os Cavacos; Os Amarais das pontes; Os Barrosos; Os Banqueiros; Os Relvas; Os Portas; Os Euro-Deputados;  Os Deputados com escritórios de advogados; Os Loureiros; Os Passos; Os Limas; Os que tem os contratos das PPP; Os que tem reformas milionárias e só "trabalharam" meia dúzia de anos (alguns nem isso)... Uf! Os que compraram o Pavilhão Atlântico por meia dúzia de euros que custou aos portugueses quase sessenta milhões; Os intermediários nas privatizações, vulgos traidores que encheram o cu e engrossaram os 'pentelhos' vendendo Portugal a retalho; Os Pintos; Os Assis... todos apoiados e defendidos por um sistema judicial que vive encantado em morder apenas os descalços.



O ideal de Platão 
O ideal do pensador era o governo do rei sábio, de alguém indicado à regência da sociedade por sua inteligência e conhecimento, perfeitamente capaz de conduzi-la pelo caminho do bem, do belo e do justo.
Feita uma ampla seleção pela educação e classificação das almas, o poder deveria ser sempre exercido por um filósofo, um amante da sabedoria capaz de discernir perfeitamente o que é melhor para o povo. Todavia, o que imperou ao longo da história dos regimes políticos não foram os critérios do filósofo. Na sua larga parte, as sociedades da Idade Antiga e Medieval eram governadas pelos privilégios do sangue ou da casta a qual o dirigente pertencia.
Nobres ou aristocratas, através dos séculos, consideravam os assuntos públicos como pertinentes à sua esfera de responsabilidade, tratando as coisa do governo e suas instituições como extensões dos seus interesses privados. Nas sociedades menos civilizadas, a escolha do chefe media-se pelos seus atributos no terreno da guerra: o rei ou o soba tinha que ser um valentão destemido.
 Era absolutamente natural na Idade Média ver um duque, um conde ou um barão assumir posições de mando religioso, civil ou militar. Tinham "direito" a isto não por virtudes pessoais, mas sim pelo imperativo do nascimento. As monarquias eram monopólio de famílias dinásticas.
 Na Europa, os Habsburg, os Tudor, os Bourbon, os Hohenzoller e os Romanov impunham seus descendentes como governantes inquestionáveis. Eles, por sua vez, ao escolherem seus ministros e assessores, também cuidavam de respeitar a tradição, indicando para os altos postos, mesmo os da igreja, indivíduos ligados às fidalguias de sangue azul.
 Tal costume de selecionar os governantes pelo critério nobiliárquico foi profundamente abalado pelas duas revoluções atlânticas, a norte-americana, de 1776, e a francesa, de 1789. Fortemente embaladas pelos ideais rousseaunianos de igualdade social, as Revoluções Liberais, ao removerem a nobreza do poder, instalaram a MERITOCRACIA .                                                                                                               

De forma quase didática, um ilustrador australiano resumiu bem como a ideia de que as pessoas têm as mesmas oportunidades não é verdadeira aqui:                           https://www.revistaforum.com.br/quadrinho-desconstroi-o-conceito-de-meritocracia/                                                                                                                                                                                  

FONTES e PARA COMPREENDER MELHOR a MERITOCRACIA:
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Meritocracia
- https://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/10/a-falacia-da-meritocracia.html
- https://www.terra.com.br/noticias/educacao/historia/o-mundo-entre-a-meritocracia-e-a-mediocracia,4308affdfb1ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html



12 de agosto de 2017

O "CUBO NEGRO" NA RIBEIRA DO PORTO

Há uns anos estava eu a trabalhar na "Cidade Invicta" e sempre que tinha os meus tempos livres (e se não estivesse muito cansado) aproveitava para conhecer melhor o Porto.
Um dos locais de minha preferência era a Ribeira, as suas vielas, a partida e a chegada dos barcos que subiam o Douro e toda aquela azafama que me transportava para os tempos da minha infância sempre que visitava Setúbal, terra da minha mãe.
Não sei quantas vezes me cruzei com o Cubo na Praça da Ribeira, mas sempre me interroguei e interrogava às gentes tripeiras o porquê daquela estrutura.
Nunca fui capaz de obter uma resposta que me satisfizesse, entre o não sei e outras respostas vazias de conteúdo houve um livreiro que me soube responder (à maneira dele) a razão daquela estrutura. Estava relacionada com uma fonte romana que em tempos ali existia e de onde se aproveitaram os antigos blocos de granito para a construção do Cubo. Fiquei com a sensação que o Sr. sabia mais do que o que me contou, mas pronto a coisa morreu ali.
Aquilo que o livreiro me contou é mais ou menos o que podemos encontrar aqui: http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2934.pdf (o documento em formato pdf pode ser descarregado e na página 14 ou página geral com o número 628, encontramos  referências ao Cubo da Praça da Ribeira).


Foto Diário de Notícias

Aqui neste link poderão ler sobre o falecimento do Escultor José Rodrigues autor do Cubo da Praça da Ribeira.
http://www.dn.pt/artes/interior/morreu-o-escultor-jose-rodrigues-autyor-do-cubo-da-praca-da-ribeira-5382241.html

Entretanto o tempo e as outras coisas da vida, apagaram da memória a minha curiosidade sobre aquela estrutura, até há pouco quando nas minhas buscas pela NET (via OCCUPY PT no Facebook) encontrei este blogue:

23 de julho de 2017

AS SARDINHAS; OS TECNOCRATAS DO IV REICH; OS NEO-LIBERAIS TUGAS; OS COMUNISTAS QUE COMEM CRIANCINHAS AO PEQUENO ALMOÇO...



Quando ainda vivia na minha terra natal, fazia parte de um grupo de amigos que reunia uma vez por mês e alugava-mos um barco para irmos para a pesca no mar, na zona de Peniche.
À segunda ou terceira saída para o mar já no regresso da pescaria com o sol quase a esconder-se demos com uma imagem surrealista (pelo menos para mim), um tapete de peixes mortos a boiarem, que se estendia até perder de vista.
Perguntei ao Mestre do barco o que era aquilo e com um sorriso forçado  lá me explicou que se tratava de sardinha que tinha sido atirada ao mar.
Porquê?
Hesitando, quase que engolindo as palavras, lá conseguiu explicar-me que tinha sido enviado a ordem para as traineiras deitarem borda fora toda a safra daquele dia. Entre a minha cara de parvo e o riso dos meus colegas, lá me foram explicando que cena era aquela.
Cena que acontecia amiúde e tinham semanas que não passavam daquilo, peixe (já morto) atirado borda fora.
Ou seja, toneladas de sardinha (nem faço sequer uma ideia de quantas), centenas, milhares de toneladas de peixe atiradas fora, porquê? Para quê?
 - Para o preço não baixar na lota. Leram bem, eu repito, PARA O PREÇO NÃO BAIXAR NA LOTA.



Apenas na Lota de Peniche, agora imaginem no total da costa portuguesa.
Em Portugal e em outros países subdesenvolvidos é assim que se faz.
Para o preço do peixe não cair na Lota, deita-se a safra borda fora (neste império de cães raivosos, leia-se capitalismo, é assim que se faz, com o peixe, com a fruta, com os legumes, com as batatas, deite-se fora. Há muito, enterre-se. Há muito, os preços não podem baixar...)
Quem deu as ordens para os barcos deitarem ao mar todo o peixe?
 - Não sei.
Quem lucra com isso?
 - Ah! Isso já sei, A Docapesca.
A Docapesca foi 'criada' em Portugal por decreto lei em 1956, ou seja, num período muito "profícuo" para os portugueses.
Lembram-se do Tenreiro? Sim, Henrique Tenreiro, o "Patrão das Pescas"?
 - Sim, era militar no Estado Novo, mas era ele que controlava tudo o que dizia respeito às pescas durante a ditadura. Da promiscuidade entre a ditadura de Salazar e o poder económico todo o mundo sabe, mas quem quer aprofundar a coisa pode ter acesso aqui e saber mais:
http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1218729406D7rDD2xe0Dy51UR4.pdf


Até 1974 é Henrique Tenreiro quem define as directrizes da política nacional de pescas, controla e dispõe sobre todas as fontes de financiamento dos programas de renovação das frotas. De 1953 em diante preside ao conselho administrativo do Fundo de Renovação e Apetrechamento da Indústria da Pesca, o célebre FRAIP, donde provém boa parte do financiamento dos programas estatais de renovação das frotas de pesca. Ao poder financeiro Tenreiro acrescenta extensos poderes de gestão empresarial de um expressivo sector público-corporativo das pescas que, por finais de 1960, engloba trinta «organizações», entre grémios, sociedades mútuas de seguros, cooperativas de aprestos e empresas dependentes da organização corporativa. Desde o tempo da guerra, Tenreiro impõe a concentração de capitais em sociedades de armadores controladas pelos grémios (casos da SNAB e da SNAPA), cria empresas formalmente privadas investidas de funções oficiais de intervenção no abastecimento de pescado (caso da Gel-Mar, criada em 1957), concessionárias, como a Docapesca (1956), e secções especializadas de grémios de vocação empresarial (Serviço de Abastecimento de Peixe ao País, em 1956).

A Organização das Pescas não era, porém, uma realidade unívoca. Ao poder tutelar de H. Tenreiro eximiam-se — sendo até hostis a qualquer interferência sua — os organismos de coordenação económica, Comissão Reguladora do Comércio de Bacalhau e Instituto Português de Conservas de Peixe, ambos territórios de «administração indirecta» do Estado. Na obsessão de tudo enquadrar de modo a garantir que a «campanha do bacalhau» e o fomento das demais pescarias corressem sem sobressaltos, o Estado delega em Tenreiro uma importante função arbitral que o próprio interpreta de forma expedita e zelosa: cabe-lhe impor a colaboração institucional entre capital e trabalho, vigiar o comportamento de ambos e chamá-los a uma cooperação permanente com os poderes públicos e corporativos.
Entretanto aconteceu Abril, Tenreiro depois de rer estado detido cerca de ano e meio em Portugal a Direita emergente de uma série de Contra-Golpes ou Contra-Revolução manda-o libertar ele parte para Espanha para se tratar e depois refugia-se no Brasil até à sua morte em 1994.
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Entretanto os tugas 'conscientes' destas coisas da cultura e da história de Portugal, escolhem para os governar um fuinha manhoso com cara de raposa que com toda a sua manha leva a segunda maior frota de pesca do mundo a ser desmantelada, oferecendo aos pequenos proprietários de barcos de pesca (leia-se pescadores) determinadas quantias de dinheiro para "abaterem" os seus barcos. Ao princípio alguns ainda resistiram mas eram 'coagidos' com determinadas pressões executadas por "agentes" ao serviço dos tecnocratas do Quarto Reich (leia-se União Europeia, na época CEE) e assim, Portugal, como uma das maiores potencias mundiais na pesca, fica reduzido à sua insignificância ou seja, nem aparece hoje nas estatísticas.
As pescas, num país com uma das zonas económicas exclusivas maiores no mundo (Portugal possui a 3ª maior zona económica exclusiva da União Europeia e a 11ª do mundo. 11% da ZEE da União Europeia pertence a Portugal), ficaram nas mãos dos espanhóis, dos franceses, dos chineses e de alguns capitalistas tugas, talvez investidores na Docapesca, quem sabe, afinal trata-se de uma S.A. (Sociedade Anónima).
Esta a sina de Portugal, no Estado Novo era o sr. Tenreiro, na Democracia foi o sr. Silva, esse nobre arquitecto do neo-liberalismo Tuga e os Soares e os tantos amigos do sr. Mitterrand e do sr. Schäuble.
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São agora os portugueses acusados de comerem "muito" peixe colocando em causa a sobrevivência das 'espécies', os tugas que nem dinheiro tem para o carapau do gato.
Vem depois os pasquins do Observador, do Sol e outros abcessos acusarem os golfinhos, o aquecimento global e outras merdas de serem responsáveis pelo desaparecimento das sardinhas. É preciso ter lata!

E andaram os portugueses com tanto medo daqueles que comem criancinhas ao pequeno almoço.
Os neo-liberais e seus lacaios 'comem' as criancinhas, 'comem' os pais das criancinhas, comem os avós das criancinhas, comem tudo e não deixam nada e o perigo são os comunistas.
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Fontes:
 - Álvaro Garrido – Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
 - Museu Marítimo de Ílhavo
 - Google
 - Wikipédia


19 de junho de 2017

SOCIOPATAS & PSICOPATAS (CUIDADO! ELES SÃO MAIS QUE AS MÃES)


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- Pode-se tratar um(a) Sociopata ou um(a) Psicopata?
 - Não. Não existe tratamento para estas doenças também qualificadas de "Transtornos Sociais", mas alguns medicamentos conseguem 'controlá-los'. Nos meios científicos  há quem qualifique a origem destes transtornos como hereditários, lesões cerebrais e abusos ou negligencias durante a infância.

 - Um(a) Sociopata ou um(a) Psicopata, podem ser perigosos?
 - Sim. Podem ser extremamente perigosos e até colocarem a vida deles e a dos outros em perigo.

 - Existem muitos Sociopatas e Psicopatas no Mundo?
 - Não se sabe o número exacto, mas calcula-se que os Psicopatas serão 1% da população e os Sociopatas cerca de 4%.

 - Quais as diferenças (se existem!) entre Sociopatas e Psicopatas?

 - Os sociopatas são normalmente menos emocionalmente estáveis e altamente impulsivos – seu comportamento tende a ser mais irregular do que o dos psicopatas. Quando cometem crimes – violentos ou não violentos – os sociopatas actuarão com muito mais compulsão. E eles não terão paciência, deixando mais pistas pela sua impulsividade e falta de planeamento.
Os Psicopatas, por outro lado, irão planear seus crimes até ao mais ínfimo detalhe, calculando todos os riscos para evitar a detecção. Os Psicopatas não se empolgam no momento e cometem menos erros, como resultado.

Muitos psicólogos ainda debatem se os dois deveriam ser realmente diferenciados, mas uma coisa é largamente acordada: psiquiatras usam o termo psicopatia para ilustrar que a causa do transtorno de personalidade anti-social é hereditário. A sociopatia descreve comportamentos que são o resultado de uma lesão cerebral, ou o abuso e / ou negligência na infância.


Em suma, os Psicopatas nascem e os Sociopatas são feitos.

 - Se os Psicopatas nascem e os Sociopatas são feitos, são feitos onde?
 - Depende de o meio onde se movimentam. Existem "Escolas" que são verdadeiras linhas de montagens em série de sociopatas, alguns exemplos:
 - Organizações de Juventudes Partidárias; algumas Universidades do Sistema; Colégios Internos das Elites Psicopatas/Sociopatas; Organizações Religiosas; Grandes Clubes de Futebol, etc.
Alguns Sociopatas são formados em organizações similares no estrangeiro, sendo que nas alturas certas são 'convidados' a virem à Pátria Mãe aplicarem o que aprenderam lá fora.

 - Alguma vez a Humanidade ver-se-á livre destas enfermidades?
 - NUNCA! Nos primórdios dos tempos haviam Abel, Caim e pouco mais e já havia Sociopatas e Psicopatas em barda!

Está interessado(a) em mais pormenores sobre estas corjas?
Pode consultar algumas fontes aqui:
 - http://super.abril.com.br/ciencia/todos-nos-somos-um-pouco-psicopatas/
 - http://www.psicologiadirecta.pt/content/qual-diferen%C3%A7a-entre-psicopata-e-sociopata

* - A foto que encabeça este artigo é o resultado de um teste que o autor deste blogue fez para saber o seu grau de Psicopatia. O resultado final foi de 10, valor que atinge cerca de 4% a 5% da população mundial. Valores acima dos 30, cerca de 1% da população, são considerados psicopatas.
Pode fazer o seu teste aqui (em inglês): http://vistriai.com/psychopathtest/

22 de dezembro de 2016

LOST IN THE FIELD


Pois é meu velho, assim às primeiras, até parece que tiveste sorte.
Abandonaram-te (embora o título que deram à foto tenha sido 'Lost in The Field', 'Perdido no Campo'), num campo de cevada ou de trigo ainda jovem ou centeio, não sou especialista em agricultura mas espero que tenha acertado numa delas. A primeira vez que te vi, aqui, fiquei com inveja, coisa rara em mim mas tens de ter em conta de que sou Humano.
Fiquei assim porque também eu gostaria (quem não gostaria?) que meus últimos dias terminassem assim, no meio das ondas verdes dos trigais ou à beira-mar escutando as outras ondas.
Abandonaram-te ou quando por aí passaste disseste para com os teus rolamentos:
 - Parem, parem definitivamente vamos descansar aqui.
Foi uma deliciosa opção, se eu fosse 'carro' talvez tivesse a coragem de assim decidir, talvez.
É que para se ser carro nem todos servem.
Se te tivessem levado para um daqueles lares da terceira idade para onde levam os carros "já" velhos, estarias possivelmente derretido e transformado em uma miríade de peças espalhadas por outros como tu (mas mais jovens) ou na melhor das hipóteses em latas de conservas e conhecerias outros mundos, ou na pior das hipóteses em pregos usados naquelas caixas que transportam tripas de peixe, já imaginaste, não?
Poderias ser várias ferraduras, os sapatos dos cavalos, estarias a ser desfeito aos poucos e com muitas probabilidades de pisares montes de merda.
Entendes agora porque digo que tiveste sorte?
Percorreste muitas milhas, demasiadas talvez, vis-te muitas coisas, sabes de muitas histórias e descansas agora em silêncio. O silêncio é de ouro e o sol te banha de dourado como recompensa, eras um galã quando jovem, verdade?
Também eu nunca contei o caminho percorrido e se fala de que nunca o deveria de ter feito, um humano que se preze sabe sempre onde pisa. Tretas, meu velho, nós nunca sabemos para onde vamos, somos conduzidos meu amigo, tal como tu. Depois quando já não servimos para nada, 'esventram-nos' até ao tutano e talvez se aproveite algum órgão para outro infeliz. Poderíamos ter nascido Ferráris e teríamos o mundo aos nossos pés, perdão, ao nosso colo.
És um carro afortunado, levaram-te tudo mas vá lá saber-se porquê deixaram-te o mais bonito em ti, teu coração aí onde deveria de estar o motor e tua alma (para-brisas), pudesse eu chegar ao campo onde estás e dar-me-ia como  convidado, entrava em ti e como numa grande sala de cinema (adoro cinema, sabes?) contar-me-ias todas as tuas histórias e eu as minhas e tal como o escritor, saberás de muitas histórias horríveis e de outras nem tanto.
Tal como eu estás careca e amolgado.

Foram os catraios aos saltos em cima de ti não foram? Deixa lá, são jovens só queriam divertir-se nunca pensaram em te maltratar. Também nós já fomos jovens, tu só querias acelerar e eu só queria saltar como os macacos, ainda trago num joelho a marca de um salto que dei em cima de um teu colega abandonado junto a uma dessas mercearias já extintas onde com dois tostões comprava-mos uma dúzia de rebuçados, era a mercearia do Ti Bernardino, passávamos para um carreiro paralelo à linha do comboio subíamos ao muro que dava para a mercearia e Pum!! Lá íamos nós para cima do teu colega. Um dia, dia de todos os santos vê tu bem, calculei mal a altura não contei com os contratempos e zás!!! Um ferro que segurava o espelho já quebrado deixou-me um golpe enorme um pouco abaixo do joelho direito, serviu-me de emenda, nunca mais saltei em cima de carros de 'idade' e abandonados.
Os meus saltos foram outros, saltei tanto que me fodi com o maior salto da minha vida, mas essa é uma outra história.
Não sabes o que são tostões? Nem a maioria da malta, os humanos padecem de fraca memória, pelo menos para o que lhes convém. Tostões era uma parte do dinheiro da tua e da minha juventude, o 'Escudo' era esse o seu nome, pobres, sacanas, mas com mais felicidade ou ignorância como queiras, era assim no tempo do Escudo.
Vou-te contar um segredo, fiz da tua foto aquilo a que chamam de papel de parede, assim que ligo o computador lá estás tu no meio do trigo ou será do centeio...
Um dia, numa outra vida, serei agricultor e serás o meu trator... o contrário, dizes o contrário.
Há velho de um sacana...

FernandoPPereira


1 de março de 2016

SEM COMPARAÇÃO POSSÍVEL



Comparar a 'Bagagem' académica, profissional e intelectual de Raquel Varela, Investigadora e Historiadora (Ver o seu perfil aqui), com a de Henrique Raposo, cronista menor do jornal Expresso (Ver seu perfil aqui), é, no mínimo e como se diz na minha santa térrinha - Comparar a Feira de Beja com o olho do cu.

Não tem comparação possível, mas como vivemos numa sociedade 'moderna' mas retrógrada para não se destacar das outras que tais, tudo parece o contrário.

As elites que controlam o poder (em todas as áreas da sociedade portuguesa), não querem de forma alguma cidadãos inteligentes (porque saberiam mais que eles), dinâmicos, intelectualmente elevados, cultos. Quanto mais burros, melhor. Quanto mais imbecis, melhor. Quanto mais idiotas, melhor. Para se preparar um povo para que seja obediente, medíocre e escravizado para servir o 'Capital' (sem ele, povo, se aperceber), as elites servem-se de uma quantidade de ferramentas que chega a impressionar. Parafraseando Guy Debord -  Para o autor francês, o capitalismo é um dos grandes problemas das sociedades. O pensamento de Debord tem perspectiva marxista e se concentra na crítica radical ao fetichismo da mercadoria, tal como ela se apresenta no seu modo de produção. Um dos pontos fortes do pensamento de Debord é a crítica radical contra a presença de imagens na sociedade – na sua concepção, elas podem induzir à passividade e à aceitação do capitalismo.

Passar duas horas na televisão a transmitir imagens de um velório de uma criança que morreu supostamente afogada pela mãe, acompanhadas de comentários pela Astróloga Cartomante Maia é algo quase tão surrealista que se a cena passa numa televisão num espaço público, como um Café por exemplo, alguém entra e pede ao dono do café para mudar de canal, sujeita-se a ser abatido de imediato.

Ora, eu não necessito de ler um determinado livro para saber se o livro é ou não interessante. Creio existirem vários factores para eu raciocinar se leio ou não, o dito cujo. Uma senhora que diz isto (Clique aqui para ouvir este nojo) não pode escrever livros que me interessem, poderá interessar a uma grande maioria, mas não estou preparado para levar com a ejaculação precoce da senhora, ponto.

Raquel Varela publicou aqui:  https://raquelcardeiravarela.wordpress.com/2016/03/01/o-suicidio-do-pingo-doce/ e partilhou-o no Facebook. Entre mensagens de regozijo e agradecimento, para afirmar de que existe o contraditório apareceram inúmeras mensagens de gente ressabiada que acha que a Raquel Varela não pode criticar um livro porque simplesmente não o leu.

E assim vai Portugal.

20 de fevereiro de 2016

CURIOSA PERSONAGEM, ESTE SARAMAGO. (UMBERTO ECO)

No dia da morte de Umberto Eco, recupero um artigo publicado no DN em 7 de Outubro de 2009.



Um 'blogger' chamado Saramago

 A edição de Os Cadernos de José Saramago em Itália foram vetados pelo accionista da editora habitual do Nobel, Silvio Berlusconi. No entanto, o volume foi publicado naquele país e contou com um prefácio de Umberto Eco. 

O DN reproduziu neste dia  esse texto do filósofo.

Curiosa personagem, este Saramago. Tem oitenta e sete anos e (diz ele) alguns achaques, ganhou o Nobel, distinção que lhe permitiria nunca mais produzir nada porque seja como for já tem no Panteão o seu lugar garantido (o avaríssimo Harold Bloom definiu-o "o romancista mais dotado de talento ainda em vida… um dos últimos titãs de um género literário em vias de extinção"), eis que aparece a manter um blog onde se mete um pouco com toda a gente, atraindo sobre a sua pessoa polémicas e excomunhões vindas de muitos lados - mais frequentemente não por dizer coisas que não deve dizer mas porque não perde tempo a medir as palavras - e talvez o faça mesmo de propósito.
O quê, ele? Ele que cuida da pontuação ao ponto de a fazer desaparecer, que na sua crítica moral e social nunca leva o problema a peito, mas poeticamente o contorna nos modos do fantástico e do alegórico, de modo que o seu leitor (embora suspeitando que de te fabula narratur) terá de pôr muito de si para compreender até onde vai parar o apólogo - como no seu Ensaio sobre a Cegueira -, faz viajar o leitor numa névoa leitosa em que nem sequer os nomes próprios, de que é bastante parco, dão um sinal claramente reconhecível, ele que no Ensaio sobre a Lucidez faz uma opção política decidida com base em enigmáticos votos em branco? E este escritor fantasioso e metafórico vem dizer-nos despreocupadamente que Bush é de "uma ignorância abissal, e uma expressão verbal confusa perenemente atraída pela irresistível tentação do puro despropósito", cowboy que confundiu o mundo com uma manada de vacas, que não sabemos sequer se pensa (no sentido nobre da palavra), robot mal programado que constantemente mistura mensagens que tem registadas lá dentro, mentiroso compulsivo, corifeu de todos os outros mentirosos que o aplaudiram e serviram nos últimos anos? E este delicado tecelão de parábolas usa palavras que não deixam margem para dúvidas quando define o dono da editora que o publica? E este ateu manifesto, para quem Deus é "o silêncio do universo e o homem o grito que dá sentido a este silêncio", repõe Deus em cena para se interrogar sobre o que pensa Ratzinger? E, militante comunista (ainda tenazmente), põe-se a gritar que "a esquerda não tem uma puta ideia do mundo em que vive", e ainda por cima se queixa de não ter tido resposta (sei lá, uma expulsão, uma excomunhão ao menos)? E arrisca-se à acusação de anti-semitismo por ter criticado a política do Governo de Israel simplesmente esquecendo-se, na sua irada participação nas desventuras palestinas, de se lembrar - como uma equilibrada análise pretenderia - que há quem negue o direito à existência de Israel? Mas ninguém leva em conta que quando fala de Israel Saramago pensa em Jahvé, "Deus feroz e rancoroso", e neste sentido não é mais anti-semita do que é anti-ariano e certamente anticristão, dado que para todas as religiões procura ajustar contas com Deus - que evidentemente, chame-se como se chamar nas várias línguas, não cessa de o importunar. E ser importunado por Deus é certamente motivo de ira furibunda contra todos os que dele fazem armadura. 

Ratzinger no seu pior


Berlusconi no seu melhor


 

  

 

 











Se tivesse sempre em conta os prós e os contras, Saramago também saberia que há inventivas e inventivas. Cito (de cor) Borges, que citava (talvez de cor) o doutor Johnson, que citava o facto daquele tal que insultava assim o seu adversário: "Senhor, a vossa mulher, com a desculpa de ter um bordel, vende tecidos de contrabando." E afinal Saramago não faz cerimónias, ou seja, não o manda dizer por outro e, na sua actividade de comentador diário da realidade que o rodeia, tira a desforra sobre toda a imprecisão sinistra das suas fábulas.
Tem-se falado muito do ateísmo militante de Saramago. Com efeito, a sua polémica não é contra Deus: uma vez admitindo que "a sua eternidade é só a de um eterno não-ser", Saramago poderia estar sossegado. A sua aversão é contra as religiões (e é por isso que o atacam de vários lados, negar Deus é concedido a todos, enquanto polemizar com as religiões põe em causa as estruturas sociais).
Uma vez, precisamente estimulado por uma das intervenções anti-religiosas de Saramago, reflecti sobre a célebre definição de Marx, para quem a religião é o ópio dos povos. Mas é verdade que as religiões têm sempre todas esta virtude soporífera? Saramago várias vezes tem atacado as religiões como fontes de conflito: "As religiões, todas elas, sem excepção, nunca servirão para aproximar e reconciliar os homens; pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos indescritíveis, de chacinas, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da mísera história humana" (La Repubblica, 20 de Setembro de 2001). 


Saramago concluía algures que "se fôssemos todos ateus viveríamos numa sociedade mais pacífica". Não tenho a certeza de que tivesse razão, e parece que indirectamente lhe teria respondido o papa Ratzinger na sua encíclica Spe salvi, em que dizia que é o ateísmo dos séculos XIX e XX, se bem que se tenha apresentado como protesto contra as injustiças do mundo e da história universal, que fez que "de tal premissa tenham resultado as maiores crueldades e violações da justiça".
Talvez Ratzinger pensasse naqueles sandeus de Lenine e Estaline, mas esquecia-se que nas bandeiras nazis estava escrito "Gott mit uns" (que significa "Deus está connosco"), que falanges de capelães militares benzeram os arruaceiros fascistas, que inspirado em princípios religiosíssimos e apoiado por Guerrilheiros do Cristo-Rei era o massacrador Francisco Franco (independentemente dos crimes dos adversários, foi sempre ele que começou), que religiosíssimos eram os Vandeanos contra os Republicanos, que até tinham inventado uma Deusa Razão, que católicos e protestantes se massacraram alegremente durante anos e anos, que tanto os Cruzados como os seus inimigos eram impelidos por motivações religiosas, que para defender a religião romana se puseram os leões a comer os cristãos, que por razões religiosas se acenderam inúmeras fogueiras, que religiosíssimos são os fundamentalistas muçulmanos, os autores do atentado das Twin Towers, Osama e os talibãs que bombardearam os Budas, que por razões religiosas se opõem a Índia e o Paquistão, e por fim que foi a invocar God Bless America que Bush invadiu o Iraque. 

Bush explicando que num triângulo rectângulo a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa", a frase é o teorema (enunciado matemático que foi comprovado) de Pitágoras, um dos maiores matemáticos da história.

Por isso me punha a reflectir que talvez (se por vezes a religião é ou foi o ópio dos povos) com maior frequência tem sido a sua cocaína. Creio que esta é também a opinião de Saramago e ofereço-lhe a definição - e a sua responsabilidade. Saramago blogger é um zangado. Mas haverá realmente um hiato entre esta prática de indignação diária sobre o transeunte e a actividade de escrita de "opúsculos morais" válidos tanto para os tempos passados como para os futuros? Escrevo este prefácio porque sinto ter alguma experiência em comum com o amigo Saramago, que é a de escrever livros (por um lado) e por outro a de nos ocuparmos de crítica de costumes num semanário. Sendo o segundo tipo de escrita mais claro e divulgador que o outro, muita gente me tem perguntado se eu não despejaria nas pequenas peças periódicas reflexões mais amplas feitas nos livros maiores. Não, respondo eu, ensina-me a experiência (mas creio que o ensina a todos os que se encontrarem em situação análoga) que é o impulso de irritação, a dica satírica, a chicotada crítica escrita à pressa, que fornecerá a seguir o material para uma reflexão ensaística ou narrativa mais desenvolvida. É a escrita diária que inspira as obras de maior empenho, e não o contrário.
E pronto, eu diria que nestes breves escritos Saramago continua a fazer a experiência do mundo tal como desgraçadamente ele é, para depois o rever a uma distância mais serena, sob a forma de moralidade poética (e às vezes pior do que é - embora pareça impossível ir mais longe).
Mas depois, estará realmente sempre assim tão zangado este mestre da filípica e da catilinária? Parece-me que além da gente que ele odeia também existe a gente que ele ama, e eis as peças afectuosas dedicadas a Pessoa (não se é português em vão) ou a Jorge Amado, a Carlos Fuentes, a Federico Mayor, a Chico Buarque de Hollanda, que nos mostram que este escritor é pouco invejoso dos colegas e sabe tecer-lhes delicadas e ternas miniaturas.
Para não falar (e eis o retorno aos grandes temas da sua narrativa) de quando da análise do quotidiano salta para os grandes problemas metafísicos, para a realidade e a aparência, para a natureza da esperança, para como são as coisas quando não estamos a olhar para elas..
Então volta à cena o Saramago filósofo-narrador, já não zangado mas meditativo e incerto. Contudo não nos desagrada mesmo quando se enfurece. É simpático.

FONTES:  Diário de Noticias; Google e Fundação José Saramago
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