11 de março de 2011

Afinal os políticos vão ser aumentados em 20% !

Após terem sido promulgados os diplomas que reduzem em 5% os vencimentos dos gabinetes dos políticos e de uma maneira geral entre 3,5% e 10% os salários da função pública, eis que surge no Orçamento de Estado para 2011 um aumento das despesas de representação dos governantes e chefias de 20%. 


Desta forma,os governantes e chefias poderão ser compensados pelos cortes dos vencimentos, o que não acontecerá com os restantes trabalhadores.
 
 
 
 
 
O economista Eugénio Rosa analisou algumas dotações inscritas nos orçamentos dos Serviços Integrados da Administração Central em 2010 e em 2011.


As despesas de representação passaram de 16,1 milhões de euros em 2010 para 19,3 milhões de euros em 2011, ou seja um aumento de 20%. Este facto não deixa de ser um escândalo quando os trabalhadores da Função Pública viram os seus ordenados reduzidos em 1,4 mil milhões de euros. 


A titulo de exemplo, um secretário de Estado que tem uma remuneração de 4500 euros vai receber mais 1300 euros em despesas de representação e um cargo de direcção intermédia que tem uma remuneração de 3000 euros irá receber 300 euros em despesas de remuneração. Ao todo representam 6000 funcionários.


As despesas com combustíveis e lubrificantes vão aumentar 26,6% em relação ao ano anterior, passando assim de 42,5 para 53,8 milhões de euros. Isto quando governo tinha dito que iria reduzir os gasto com a sua frota automóvel.


No que diz respeito à aquisição de serviços a privados como por exemplo pareceres, consultoria, assistência técnica ou publicidade, muitos dos quais poderiam ser realizados internamente por trabalhadores da Administração Pública, o governo prevê gastar 1,3 mil milhões de euros. A aquisição destes serviços a privados irá enriquecer muitas empresas algumas das quais com relações promiscuas com vários políticos que vão alternando com cargos nessas empresas.


Finalmente, a dotação destinada à contratação de trabalhadores tarefeiros (recibos verdes) sobe 205% em 2011! Após ter reduzido e congelado os vencimentos dos trabalhadores da Administração Pública, este facto demonstra a  intenção do governo de substituir trabalhadores com vinculo permanente por trabalhadores com vinculo precário.
 
Fontes: OCTOPUS 
          e
           Eugénio Rosa - Economista

7 de março de 2011

PROGRAMA DE TV CENSURADO EM PORTUGAL - PLANO INCLINADO (SIC Notícias)


Este é o mais recente programa de televisão censurado pelo sistema político português. Nesta última emissão do "Plano Inclinado", transmitido na SIC Notícias a 12 de Fevereiro, o fiscalista Henrique Medina Carreira e o ex-dirigente socialista Henrique Neto explicam que os partidos políticos funcionam como máfias e estão a levar Portugal à bancarrota económica pela segunda vez na História de Portugal.

Henrique Neto revelou a forma como a Maçonaria controla os partidos (ver minuto 26:33). Depois deste programa ir para o ar, a SIC cancelou todas as emissões seguintes.

Os convidados também concordam que não existe nenhuma alternativa dentro do parlamento, com partidos como o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista a defenderem ideias retrógradas do séc. XIX.

Actualização de 28 de Fevereiro:
Marcelo Rebelo de Sousa confirmou que Henrique Medina Carreira foi afastado por ser incómodo, num texto publicado no seu blogue do jornal Sol:

«Por falar em más notícias, Medina Carreira foi colocado, gentilmente, de quarentena. Um mensageiro, há tantos anos, de más ou mesmo péssimas notícias, é sempre visto com enfado se e quando algumas dessas notícias podem chegar à ribalta. Nessas ocasiões, é sempre preferível algo de mais leve para distrair os espíritos...»

http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=12838&opiniao=...

Num país de invejosos, é natural que poucos tenham vaidade num homem como Mourinho

Como sabeis, a última palavra que Luís de Camões escreveu em "Os Lusíadas" foi 'vaidade'. Como também sabeis, e está escrito no livro dos livros, os últimos são os primeiros. Com efeito, está dito que "muitos primeiros serão os derradeiros, e muitos derradeiros serão os primeiros" (Mateus 19.30). Ora esta citação, além de revelar a minha enorme erudição bíblica, significa que Camões, quando escreveu a palavra inveja em último lugar, queria dizer que ela era para nós - 'os lusíadas', os habitantes deste rectângulo - a primeira.
Qual é, pois, a nossa primeira qualidade e o nosso primeiro defeito? A inveja!
Assim sendo, o nosso primeiro sentimento com aqueles que triunfam na vida é, desde logo, uma profunda desconfiança, um sólido mal-estar e, por último, uma enorme raiva.


Também é conhecido o provérbio, muito português, segundo o qual "Santos de casa não fazem milagres". E isto, além de revelar a minha profunda sabedoria sobre provérbios, faz com que os benfiquistas, no geral, não gostem daquele que, tendo sido seu treinador, foi ganhar Campeonatos Nacionais e Taças UEFA para o FC Porto, e ainda as Premier League para o Chelsea e a Serie A para o Inter, além de Ligas dos Campeões Europeus para o Porto e para o Inter. Não falta aqui nada? Não! O Benfas despediu Mourinho ao fim de uns meses, muito antes que Mourinho tivesse tempo para despedir o pessoal todo do Benfica, pusesse a casa em ordem e lhe ganhasse um campeonato ou dois e uma prova europeia.
Logo isso faz com que cerca de seis milhões de portugueses achem que ele deve perder os jogos em que participa para que, na disputa Mourinho/Benfica, fosse o Benfica a ter razão, ao contrário do que entra pelos olhos dentro - que foi Mourinho.
A estes seis milhões, há que juntar mais dois ou três milhões de invejosos puros. Daqueles que desconfiam de tanto sucesso e acham que o Mourinho só vai para equipas que já são ganhadoras. Fica por explicar o interesse das equipas ganhadoras em Mourinho, mas isso não lhes interessa. São aqueles que, acaso descobrissem que o curso de Mourinho tinha sido tirado a um domingo e que quatro cadeiras haviam sido dadas pelo mesmo professor, diriam logo que ele afinal não prestava como treinador, independentemente dos resultados. Seriam os que, acaso soubessem que José Mourinho tinha dito uns palavrões ao telefone, e que esses palavrões estavam transcritos numa escuta, entenderiam que todo o trabalho táctico e todas as vitórias de Mourinho seriam desprezíveis.




Vejo agora muitos sinais de assentimento; alguns, até, de arrependimento por não terem estado ao lado de Mourinho nos seus jogos. Já vejo, inclusive, o senhor primeiro-ministro a concordar com as minhas palavras, pelo que aproveito a altura para lhe recordar que ele não ganhou nenhuma European Champions, nem mesmo a Liga Europa, pelo que escusa de se pôr a jeito. O meu ponto é, neste caso, a inveja e a falta de vaidade em relação àqueles que triunfam! Não a falta de consideração por aqueles que nos têm governado. São duas coisas muito diferentes. Nós devemos ser vaidosos daquilo que conquistamos, numa linha que vai de Vasco da Gama a Mourinho. Já em relação aos que nos governam, deveremos cristãmente ter outro sentimento: a piedade.
Orgulhem-se, pois, de Mourinho, que é"vaidade de vaidades" (Eclesiastes 12.8), mas apiedem-se de Sócrates. Sobre o Governo, e como está escrito, "à fé ajuntem a caridade" (2 Pedro 1.7).
Comendador Marques de Correia
Texto publicado na edição da Única de 29 de Maio de 2010


19 de fevereiro de 2011

Caramelo poderá provocar cancro


Não, não se trata do caramelo caseiro das nossas avós, mas sim daquele corante de caramelo amplamente utilizado na alimentação que por questão de menor custo de produção é fabricado por reacção química com substâncias potencialmente cancerígenas.

Fabricar.Caramelo.Industrial.                                                              O açúcar que consumimos é extraído da cana-de-açúcar por pressão aos esmagá-las ou da beterraba por difusão em água quente. Uma vez separados os outros componentes, é cristalizado e seco.
Para produzir caramelo, ele não é fabricado como se faz em casa aquecendo o açúcar com água num tacho até que este escureça e caramelize. Na indústria, para acelerar o processo, utilizam-se sulfito cáustico, amoníaco ou sulfito amoniacal. O caramelo é o corante mais utilizado na alimentação industrial, e tem como códigos: E150a (natural, caramelo cáustico), E150b (processado através do sulfito cáustico), E150c (processado através do amoníaco) e o E150d (processado através do sulfito amoniacal).

Encontramos estes corantes de caramelo em numerosas bebidas como as colas, whisky, rum ou brandy, mas também em sobremesas ou nos cereais que comemos ao pequeno-almoço. Os mais utilizados são o E150c * e o E150d. **

Uma outra maneira de obter o caramelo industrial é através do milho. Aqui além dos químicos usados no seu fabrico temos também a probabilidade de esse milho ser transgénico, com todos os possíveis problemas para a saúde que estes colocam.

Caramelo cancerígeno.
Esta semana, um grupo de consumidores pediu à FDA (Food and Drug Administration) a proibição da utilização de certos corantes de caramelo, e em particular os usados na Coca-Cola e Pepsi-Cola, por suspeição de provocar cancro.

O Center for Science in the Public Interest (CSPI) americano, declarou que vários estudos foram feitos em animais e que o consumo de corante de caramelo provoca o aumento da incidência de vários cancros. Explicam que as reacções dos açúcares com o amoníaco e os sulfitos produzem dois agentes cancerígenos: o 2-metilimidazol (2-MEI) e o 4-metilimidazol (4-MEI).
*/** De acordo com o Guia VENENO NO SEU PRATO? da Deco Proteste, estes aditivos são de evitar. Produzem efeitos nefastos em doses muito fortes: cãibras,diminuição do apetite e dos glóbulos brancos (experiências com ratos); perturbações gastrintestinais. Encontramos estes aditivos também em salsichas, salames e pâtés, hambúrgueres vegetais, decorações e revestimentos em produtos de pastelaria e padaria fina, gelados, sobremesas, compotas, doces e geleias, legumes em vinagre, aperitivos, cascas de queijo, tripas comestíveis, cereais de pequeno almoço. Refrigerantes, cerveja preta, sidra, vinagre, molhos, sopas e pudins.

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