8 de agosto de 2011

Morram os 'meninos', PIM!!!

Dizem p'rá aí que Mário Viegas morreu aqui há uns tempos. Eu não sei se morreu ou não. Sei que em minha mente perturbada o Mário anda por aí. Claro que todos os dias o Mário sofre atentados, não só o Mário o Pessoa também, o Zeca (ai Zéca), o Saramago, o Adolfo Rocha mais conhecido por Torga, o Negreiros, o Agostinho e outros que a minha mesquinha mente não alcança. Gostava de ser mais culto, menos miserável, mais inteligente e mais desonesto ( e também gostava de saber usar gravata, esse adereço que nos distingue dos insignificantes). Gostava de deixar de ser anormal, ligar a Tv e conseguir ouvir aquelas vedetas, que apresentam 'programas' ou dão 'noticias', mais de cinco minutos. Gostava de ter inteligência suficiente para perceber o que o Sr. Silva, figura mais alta da nação (e eu que pensava que era o S. Bernardo da ti'Ana de Gouveia que era o mais alto) diz, mas o máximo que consigo ouvir do senhor serão dois segundos (tempo de reacção que levo a pegar no tele-comando da Tv e mudar de canal). Gostava de perceber porque é que o 'menino' que agora está a chefiar o Governo sempre que fala aos portugueses (eu sou espanhol) está a rir, quando existem milhões com vontade de chorar porque não tem comer para dar aos filhos, porque não tem emprego ou porque ainda não receberam os 11 euros de esmola que o menino prometeu. Por isso eu digo, o Mário vive, o Saramago, o Zéca e todos os que chamaram e chamam aos Dantas deste país qualquer coisa de porcaria que fazem desta nação o escarrador da Europa. Morram os Dantas, PIM!!! Morram os 'meninos', PIM!!!


5 de agosto de 2011

WE ARE THE WORLD... seremos nós as crianças?

Já passaram mais de 25 anos. O mundo vibrou de emoção e acreditava-se que finalmente África deixaria de ter fome. Não só isso se transformou em mais um sonho, como a fome (embora muitas vezes encoberta) se alastrou a muitos pontos do globo. No poder continuam os mesmos filhos da puta ou pior ainda, os seus filhos, mais tiranos que os seus progenitores. África chora e agonia por ver seus filhos reduzidos a pó. No mundo 'civilizado' ostenta-se o que se rouba aos africanos. A escravatura nunca foi abolida e o continente africano só teve os direitos humanos salvaguardados no tempo dos australopitecos. Perderam-se as esperanças, resta o ódio e esta incapacidade que me consome porque simplesmente sei quem são os responsáveis e não posso fazer nada. Enquanto ouvimos este 'clip' morrem algures por aí, uma dúzia de crianças como folhas queimadas pelo fogo dos senhores do universo.
Se eu quisesse  enlouquecia...
Sei uma quantidade de histórias incríveis...


25 de julho de 2011

IMPORTANTE DESCOBERTA PARA PORTUGAL

Foram encontradas as razões (científicas) que explicam porque é que Portugal se encontra na situação actual e porque se está a transformar num dos países mais débeis do mundo.

A Organização Mundial de Saúde alerta para o facto de um em cada quatro europeus sofrer de algum distúrbio psicológico ou psiquiátrico, desde a depressão à esquizofrenia. As doenças da mente tornaram-se a principal causa de incapacidade do mundo. Todavia, os avanços no campo da neurociência representam uma nova esperança no tratamento e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes   
(Ver  SUPERinteressante Nº158).               


Vamos tentar interpretar estes números:
-Em Portugal estão inscritos 11 milhões nos cadernos eleitorais (contabilizados desde que Cavaco chegou ao poder, Mortos, Desaparecidos, Espoliados, por Nascer e Clones, todos com direito a voto). De acordo com a O.M.S. um em cada quatro europeus é maluco. Como os Portugueses são Europeus (por enquanto) logo um em cada quatro portugueses é Choné. São estes chonés que andam à precisamente trinta anos a votar nos mesmos. Assim se compreende a razão pela qual os partidos tem sempre os mesmos votos, estou a falar dos mínimos, os chamados votos fiéis. Exemplo do atrás exposto será, que quando o Partido dito Socialista desaparecer (nunca esteve tão perto disso) haverá nas Assembleias de voto 'escarcéus' iniciados por chonés que reclamarão pelo facto de o P.S. não estar nos boletins de voto. Os estúpidos ignorarão o facto de o P.S. já não existir, por isso é que são estúpidos. Dos quatro portugueses o 2º será o Cretino. Estes, estão em todo o lado, desde as Finanças, sistema de Saúde, Educação, Autarquias, Justiça e profissões liberais como Advogados, Solicitadores, Engenheiros, Doutores, Analistas Económicos, Politica, Comentadores, etc. Normalmente ocupam lugares de chefia quando se trata da Função Pública, estão muito atentos às sondagens e mudam constantemente de cor. São os Vira-casacas e exercem uma pressão diabólica sobre os seus 'sub-alternos' ameaçando-os com o desemprego: "cuidado se o Partido ... não ganhar vamos todos embora" e "isto nunca esteve tão mau vamos ter de reduzir efectivos  se o ... não ganhar as eleições". São muito inteligentes e usam a persuasão sobre os 'inferiores' (por isso é que são inferiores) e como quem tem Cu tem Medo está encontrada a explicação pela qual quer o P.S. quer o P.S.D. partilham o poder nestes últimos trinta ou quarenta anos. O terceiro 'portuga' é o lírico. Este distribui os seus votos de acordo com o que está mais "in" se bem que a maioria não saiba interpretar o "in", pensando que se trata  de um personagem do Peso-Leve. Ora votam no mais Alegre ou no mais triste só porque é Nobre, ou votam naquele partido que promete que as cegonhas vão ter ninho com ar condicionado, ou naquele que tem aquela menina que fala muito bem mas não diz nada, etc. Estes com os anteriores contribuem para que haja ou não maiorias absolutas, nunca sabem o que querem e as palavras do Sr. Doutor, do Sr. Prior ou do Sr. Marcelo são palavras sábias.O último dos quatro faz parte da grande abstenção. É raro votar, mesmo que alguém esteja a falar verdade ele não acredita e contribui para esta dessincronização total em que se transformou esta nação.




A concluir só nos resta uma ténue esperança, que seja publicada uma lei que proíba os mortos de votarem (ficaríamos livres dos Passos do Cavaco), que os chonés sejam todos internados (ficaríamos livres das Portas e do autor deste blogue), que os líricos sejam tratados de maneira que quando pensarem em votar nas cegonhas ou nos marsupiais sofram a síndrome do suicídio e que os abstencionistas votem em massa para que sejam outros a Mamarem.
Viva Portugal!

19 de julho de 2011

BANCARROTA OU DEMOCRACIA

NÃO É POSSÍVEL QUE AS POLÍTICAS IMPOSTAS À GRÉCIA, À IRLANDA E A PORTUGAL REDUZAM O PESO DAS SUAS DÍVIDAS.

   Não será surpresa, para os participantes numa conferência a que assisti recentemente, que o pacote de resgate para a Grécia, aprovado há um ano, não tenha solucionado os problemas da dívida do país. Organizado pela sociedade civil grega, aquele evento lançou um apelo a que a Grécia, e agora a Irlanda, abram uma discussão pública sobre a dívida e sobre a verdadeira equidade e legitimidade desta. Activistas do Brasil, Peru, Filipinas, Marrocos e Argentina disseram aos activistas gregos para se manterem firmes e não embarcarem numa devastadora recessão de 30 anos, por imposição de instituições internacionais como o Fundo Monetário Internacional. O crescente movimento europeu de oposição aos pagamentos da dívida e à austeridade está a estabelecer ligações concretas com grupos do SUL, a nível mundial, e denota uma confiança e uma racionalidade que estão a quilómetros de distância das demonstradas pelos governos da Grécia e da Irlanda, que, para poderem pagar aos banqueiros irresponsáveis, adoptaram políticas que estão a castigar a população em geral.
    Não é possível que as políticas impostas à Grécia, à Irlanda e a Portugal reduzam o peso da dívida desses países: vai acontecer exactamente o oposto, como ficou demonstrado na Zâmbia, nos anos 1980, e na Argentina, no início da última década. Na Zâmbia, políticas semelhantes levaram a um aumento para o dobro do rácio entre a divida e o PIB, porque a economia regrediu. Em 2001, a Argentina entrou em incumprimento das dívidas, apôs três anos de recessão provocada pelas políticas do FMI. Tal como acontece com a Irlanda, foi dito à Argentina que tinha andado a brincar, embora a dívida tivesse disparado em consequência de um conjunto desastroso de privatizações e de uma paridade cambial imposta pelo FMI. Um mês depois da entrada em incumprimento, a economia começou a recuperar.
Porque se continua a aplicar aquelas políticas? Sabia-se que os pacotes de “resgate” não iriam tornar sustentáveis as dívidas da Grécia e da Irlanda. Os delegados à conferência de Atenas foram claros: o que importa é recuperar o máximo possível de dinheiro dos investidores, independentemente de esses investidores serem ou não responsáveis pela crise, e transferir a responsabilidade para a sociedade.
    Ainda que Grécia e Irlanda necessitem de um reforço ou de uma reestruturação do pacote de resgate, através de algum tipo de obrigações as mesmas medidas que foram impostas na América Latina na década de oitenta do século passado e que criaram níveis de divida de tal forma elevados de que ainda hoje estão a sofrer as consequências —, os investidores privados serão ressarcidos. A discussão acerca de quem vai arcar com a maior parte da conta trava-se agora entre as populações alemã e grega, criando um nacionalismo perigoso que já é evidente.
O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, tem dito aos governos que estes assuntos devem ser tratados com discrição o debate público é desencorajado. Aqueles que, na prática, estão a pagar o preço da austeridade discordam, e os activistas da Grécia e da Irlanda afirmam que o primeiro passo para uma solução justa deve ser uma auditoria à dívida, tendo por modelo as que foram efectuadas em países em desenvolvimento como o Equador. A auditoria daria aos europeus a informação necessária para fundamentar decisões verdadeiramente democráticas. Como disse a deputada grega Sofia Sakorafa, que se recusou a assinar o acordo sobre o resgate e abandonou o partido governamental PASOK, “a resposta à tirania, à opressão, à violência e à crueldade é o conhecimento”. Andy Storey, do grupo irlandês Afri, disse que uma auditoria visa “desmascarar o sistema financeiro, que controla a economia”. Os activistas acreditam que uma auditoria à dívida pode ser o início de uma nova forma de pensar a economia. Como diz Sofia Sakorafa, uma auditoria é o início da recuperação de valores e de uma visão que mostre que, “para além dos jogos de mercado especulativos, há conceitos mais valiosos há pessoas, história, cultura e há decência”.
Esse rejuvenescimento da visão política é crucial para que a crise não venha a causar empobrecimento e a acicatar a hostilidade entre europeus. Recentemente, o economista irlandês Morgan KelIy afirmou que o seu país estava a caminho da bancarrota. Na Grécia, está-se a perder mil empregos por dia e a taxa de suicídios duplicou. O pacote de “resgate” para Portugal, de 78 mil milhões de euros, terá um impacto semelhante. Em todos estes países há uma intensa corrente de emigrantes, que partem em busca de melhores oportunidades. Nenhuma indemnização poderá reparar os estragos que estas políticas vão causar na sociedade. Terá de haver um movimento para compensar a falta de visão dos nossos dirigentes. Sentimos que esse movimento poderá ter nascido em Atenas. 

     Nick Dearden – Director da Jubilee Debt Campaign, que exige que os países ricos perdoem as dívidas dos países pobres.  
Em: COURRIERinternacional  Julho 2011
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